- FILME: GESTO
- De António Borges Correia
- 28 de Outubro (10h00) M/12
- (Doc., Portugal, 2016, 80 min)
O filme, rodado no Centro de Educação e Desenvolvimento Jacob Rodrigues Pereira, vocacionado para a integração de alunos surdos, suscitou o interesse da comunidade escolar do concelho de Vila Nova de Famalicão e fora dele, assistindo à sessão de cinema turmas do Colégio Paulo VI (Gondomar), do Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques (Vila das Aves).
António tem 18 anos e é surdo profundo. Quer estudar cinema fora de Portugal e ser realizador. Fazer filmes para todos, surdos e ouvintes. É um sonho que, como todos os sonhos, tem um preço, poderá por causa o seu primeiro amor com Irina, uma jovem também surda, que não compreende o que motiva António a querer partir para longe, em busca de um sonho tão ambicioso.
António Coelho, o protagonista do filme GESTO, e que estuda cinema (como ambicionava no filme), esteve presente na projeção para escolas, no dia 28 de Outubro, às 10h00, no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão. Podemos vê-lo na fotografia com uma das nossas alunas.
Os alunos, da turma 8º C, tiveram em sala de cinema um comportamento exemplar, representaram muito bem a escola, visionaram o filme, exigente com uma linguagem cinematográfica diferente dos seus gostos como a do silêncio e o preto e branco. No final da sessão decorreu um debate interessante, bem conduzido, com a participação do ator principal, ele também surdo, como o papel representado no filme. Esta presença, acompanhada de uma tradutora de língua gestual deu consistência ao filme e foi marcante para os alunos. Neste momento da atividade a participação dos nossos alunos foi pertinente, conduziu o diálogo a um debate interessante sobre a catalogação do filme: documentário e ou ficção. A professora acompanhante sentiu muito orgulho nos nossos alunos. O mentor do Close up deu os parabéns às turmas participantes: à nossa e às do colégio de Gondomar, quer pela forma como organizaram a atividade quer pelo respeito evidenciado por todos os alunos. Um momento alto da atividade foi a participação de um aluno surdo do colégio de Gondomar. O aluno aquando do debate foi apresentado por um professor do colégio, levantou-se e todos assistiram a um diálogo entre eles que foi acompanhado pela tradutora.
Na segunda-feira no decurso da aula realizou-se uma avaliação da atividade. Foi pedido um pequeno texto/desenho aos alunos que ilustrasse o que vivenciaram na sexta-feira. Há testemunhos que evidenciam muito bem o que acima se descreveu.
Os objetivos delineados para a atividade foram largamente alcançados. Continuamos a acreditar que a aprendizagem em contextos não formais é uma mais-valia para todos. Acreditamos e temos a certeza que algo mais acrescentamos aos alunos. Com esta atividade ficaram sementes, vamos regá-las e deixar crescer o fruto.
Equipa do Plano Nacional de Cinema do AEDAH









